Era uma vez...
Há três anos atras, uma garota impulsiva que achava que ter um animal de estimação a controlaria...primeira opção um peixe doado de uma amiga temporária, não faço idéia de como a conheci apenas nos tornamos amiga e um mês depois teve que parti definitivamente para Campo Grande - MS e tinha um aquário com um peixe totalmente estranho rsrsrs mas que com tempo conquistou meu coração e o da mamãe.
Mas, insatisfeita por dar mais trabalho que carinho choraminguei com um amigo, Val, e ele me disse:_ Porque você não adota um porquinho da índia? Eu fiquei olhando pra ele e tentei visualizar um porco pequeno em minha casa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk então resolvi pesquisar na net o que seria vocês rsrsrs e logo de primeira me apaixonei...me encantei...e logo em seguida, 10.01.2012 ganhei o Nenê (marrozinho)..tão pequenininho e tão indefeso. Meu lado protetor na hora ativou e ao pesquisar na net que um porquinho não vive por muito tempo sozinho, fui correndo na feira e comprei o Tito, 14.01.2012(branco e preto), que já apresentava estar doente e era maltratado pelos outros do bando..na hora meu senso de proteção o agarrou...
E lá começou nossa história, no inicio trágica, pois não podia colocar no mesmo ambiente dois pigs(porquinhos) da mesma idade na mesma cerca e uma bela madrugada ouço gritos e choros, Nenê tinha machucado Tito e às cinco da manhã, estávamos todos na emergência veterinária. Resultado: Tito ficou três dias internado e saiu com uma orelha rasgada e Nenê com uma mordida, mas saiu no mesmo dia. A vontade era de bater no Nenê, mas pesquisei na net o "porquê" da briga e me senti culpada...aí o senso de proteção falou mais alto, vão conviver juntos mas separados rsrsr trabalho em dobro, oh desafio!!
Mas a história não termina por aí, fui demitida e precisava retornar a Brasília, tive que abri mão do peixe...minha mãe chorou quando o doei para uma loja de aquários, mas não podia trazê-lo comigo devido a viagem que seria longa. Mas, os dois pigs, esses não tinha como abri mão. Falei com a doutora deles e tudo foi autorizado só tínhamos que parar a cada quatro horas para dar um liquido que tinha substâncias que sustentariam e lógico deixar eles andarem na grama (com cerca claro!). A viagem transcorreu bem até a noite, quando fomos nos hospedar, o único hotel que tinha quarto disponível, ficava próximo da arena de motoqueiros, acho que naquela noite ninguém dormiu, muito menos os pigs devido o barulho.
Chegamos em Brasília e os levei ao veterinário, como o Tito era o mais delicado sempre me preocupava com o comportamento dele. O comportamento?? Bom, eles tinham personalidades diferentes que juntos combinavam certinho:
Tito - não era chamequento com o irmão, amava quando fazíamos carinho ao redor dos olhos e orelhas, dormia e comia demais para um doente.
Nenê - era esperto, danado e encrenqueiro...amava tirar irritar o Tito e acabava com tudo que caia ao redor da sua cerca...meus cintos que o diga.
Eles me davam um trabalhão mas me deram uma rotina com a limpeza, comidas , verduras e lógicos horários de retornar para casa. Nunca durante esses três anos dormir fora, viajei sem eles...A perda do Nenê acabou comigo, pois ele era o brincalhão da casa, alias do quarto rsrsr mas como tinha o Tito e como era delicado sua saúde, me dediquei a ele nesse período, acho que a perda dele está me apertando mais o coração. Mas sei que eles foram muito amados e bem tratados, dei o melhor nessas últimas semanas...que não sei como será a semana seguinte.
Hoje (25.10) tentei sair, fiz caminhada, andei por aí, mas o aperto aqui não passou ainda, estou zen, tipo sem saber o que fazer..e amanhã 26.10(segunda-feira), será o primeiro dia da semana que não seguirei a rotina...
... Recomeçar...
Hoje (25.10) tentei sair, fiz caminhada, andei por aí, mas o aperto aqui não passou ainda, estou zen, tipo sem saber o que fazer..e amanhã 26.10(segunda-feira), será o primeiro dia da semana que não seguirei a rotina...
... Recomeçar...
Obrigada meus filhotes, o pouco que vivi com vocês foram o suficiente para me ensinar o que realmente quero pra mim.
Márcia Baía
(desolada)

